El Reloj Sin Agujas

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Levei muita rasteira de mim mesmo e dos outros até começar a entender como as coisas funcionam, mais ou menos, dentro da nossa cabeça... Daí, percebi também que as pessoas não são tão diferentes umas das outras. Foi à custa de muitos tapas na cara que sei o quase-nada que sei hoje sobre mim mesmo. (...) Já franzi muito a testa até aprender a relaxar e parar de negar coisas óbvias como: Papai Noel não existe, nem o Coelinho da Páscoa, meu pai não é meu herói, nem minha mãe é uma santa, minha irmã não é mais virgem, meu irmãozinho não é tão 'zinho', meus conhecidos não são meus amigos, e meus amigos são mais que simples amigos. É ruim aceitar de verdade que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sequer a mais bem intencionada... Sou uma mistura de reticências e etcétera. Quem sabe, um angiograma ou um angiosperma. Para alguns, uma úlcera.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

SEM SAIR DO ARMÁRIO


Em um armário assim é que quero um 'lurgarzim' pra mim.
Bom saber que falamos a mesma língua,
mesmo que seja assim,
meio pierrot, meio arlequim.


Clifton M. Teixeira
Fortaleza, junho de 2010.

2 comentários:

  1. Armários guardam roupas e pessoas.
    Guardam cores e tamanhos e sentimentos.
    Guarda até um segredo enviesado na garganta.
    Guarda.
    Guarda.
    Guarda a mim em noites claras.

    Beijos!
    M.

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