El Reloj Sin Agujas

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Levei muita rasteira de mim mesmo e dos outros até começar a entender como as coisas funcionam, mais ou menos, dentro da nossa cabeça... Daí, percebi também que as pessoas não são tão diferentes umas das outras. Foi à custa de muitos tapas na cara que sei o quase-nada que sei hoje sobre mim mesmo. (...) Já franzi muito a testa até aprender a relaxar e parar de negar coisas óbvias como: Papai Noel não existe, nem o Coelinho da Páscoa, meu pai não é meu herói, nem minha mãe é uma santa, minha irmã não é mais virgem, meu irmãozinho não é tão 'zinho', meus conhecidos não são meus amigos, e meus amigos são mais que simples amigos. É ruim aceitar de verdade que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sequer a mais bem intencionada... Sou uma mistura de reticências e etcétera. Quem sabe, um angiograma ou um angiosperma. Para alguns, uma úlcera.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

PRESENTE DE GREGO

Taça rachada saia rasgada
A meia furada cair da escada
Entortar o bico da espada
Garfo torto bicho morto
Espelho quebrado disco empenado
Relógio parado garrafa vazia
Guimba queimada rotação alterada
Fogueira molhada lareira apagada
Bico do tubo de catch up entupido
Palito de dente mordido
Palito de dente sem ponta
Sela que a gente não monta
Espirrar em público
Medir em metro cúbico
Nadar sem sair do lugar
Fazer sexo e não gozar

Sensações como esta
De sair no final da festa
Depois de vomitar
Quando a banda já parou de tocar

Agora que o sino bateu
Não sei onde se perdeu
Mas se achar não devolva
Porque esse não é meu

Fortaleza, agosto de 2010.

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