El Reloj Sin Agujas

Minha foto
Levei muita rasteira de mim mesmo e dos outros até começar a entender como as coisas funcionam, mais ou menos, dentro da nossa cabeça... Daí, percebi também que as pessoas não são tão diferentes umas das outras. Foi à custa de muitos tapas na cara que sei o quase-nada que sei hoje sobre mim mesmo. (...) Já franzi muito a testa até aprender a relaxar e parar de negar coisas óbvias como: Papai Noel não existe, nem o Coelinho da Páscoa, meu pai não é meu herói, nem minha mãe é uma santa, minha irmã não é mais virgem, meu irmãozinho não é tão 'zinho', meus conhecidos não são meus amigos, e meus amigos são mais que simples amigos. É ruim aceitar de verdade que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sequer a mais bem intencionada... Sou uma mistura de reticências e etcétera. Quem sabe, um angiograma ou um angiosperma. Para alguns, uma úlcera.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

DA TERRA

De grilo de rã
De sapo-cururu
De caipora e tuiuiú
De névoa seca de manhã

De dama e de cunhã
De hoje de amanhã
De vizinha e de tardezinha
Do banho de riacho à noitinha

Do procuro mas não acho
Dos cabelos da trança e do cacho
De boca e de beiço sem dente
Do pensador de repente

Da mãe com filho doente
Do pai que espera impaciente
Virar homem o filho adolescente

A todos pertence esta terra
Do mais verdejante vale
A mais destemida serra

Fortaleza, agosto de 2010.

Nenhum comentário:

Postar um comentário