El Reloj Sin Agujas

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Levei muita rasteira de mim mesmo e dos outros até começar a entender como as coisas funcionam, mais ou menos, dentro da nossa cabeça... Daí, percebi também que as pessoas não são tão diferentes umas das outras. Foi à custa de muitos tapas na cara que sei o quase-nada que sei hoje sobre mim mesmo. (...) Já franzi muito a testa até aprender a relaxar e parar de negar coisas óbvias como: Papai Noel não existe, nem o Coelinho da Páscoa, meu pai não é meu herói, nem minha mãe é uma santa, minha irmã não é mais virgem, meu irmãozinho não é tão 'zinho', meus conhecidos não são meus amigos, e meus amigos são mais que simples amigos. É ruim aceitar de verdade que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sequer a mais bem intencionada... Sou uma mistura de reticências e etcétera. Quem sabe, um angiograma ou um angiosperma. Para alguns, uma úlcera.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

SOLILÓQUIO

Sem correr na frente ou atrás
Sem medo sem querer
Sem beijo de rapaz

Um solo de sentimento
De fundo o sopro do vento
No rochedo o mar furioso
Invade a calma domestica a alma

Fortaleza, julho de 2010.

2 comentários:

  1. e aí meu parente lhe encontrei, rapaz dê uma visitinha no meu blog ele é www.blogdoisraelbatista.blogspot.com o seu blog é show, esses poemas são dez, falo por que é minha área é de sua autoria? se for parabéns

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  2. Vou te fazer uma visita sim. Todos os poemas e textos postados no blog são de minha autoria.
    Obrigado pela visita. Espero mesmo que tenha gostado, será sempre bem-vindo.
    Abração.

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