El Reloj Sin Agujas

Minha foto
Levei muita rasteira de mim mesmo e dos outros até começar a entender como as coisas funcionam, mais ou menos, dentro da nossa cabeça... Daí, percebi também que as pessoas não são tão diferentes umas das outras. Foi à custa de muitos tapas na cara que sei o quase-nada que sei hoje sobre mim mesmo. (...) Já franzi muito a testa até aprender a relaxar e parar de negar coisas óbvias como: Papai Noel não existe, nem o Coelinho da Páscoa, meu pai não é meu herói, nem minha mãe é uma santa, minha irmã não é mais virgem, meu irmãozinho não é tão 'zinho', meus conhecidos não são meus amigos, e meus amigos são mais que simples amigos. É ruim aceitar de verdade que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sequer a mais bem intencionada... Sou uma mistura de reticências e etcétera. Quem sabe, um angiograma ou um angiosperma. Para alguns, uma úlcera.

domingo, 1 de agosto de 2010

O CANTO DE INÊS (Uma balada para Inês)

Inês canta
Irene ri
Na casa de Inês não tem alegria
Na da outra tem gente de noite e de dia

Inês preocupada Inês ocupada
Mesmo descabelada
Canta correndo nua
Subindo e descendo a escada

Irene faceira chega da feira
Guarda tudo e puxa a cadeira
E sem eira nem beira
Começa a rir

Inês chora Irene ri
Inês canta Irene ri
Chaplin ‘smile’
Irene ‘meanwhile’
Adivinha?
Ri

Para o canto triste de Inês
A realidade aponta
Irene ri
Da mira além da porta
A realidade torta
...

Fortaleza, agosto de 2010.

Nenhum comentário:

Postar um comentário