El Reloj Sin Agujas

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Levei muita rasteira de mim mesmo e dos outros até começar a entender como as coisas funcionam, mais ou menos, dentro da nossa cabeça... Daí, percebi também que as pessoas não são tão diferentes umas das outras. Foi à custa de muitos tapas na cara que sei o quase-nada que sei hoje sobre mim mesmo. (...) Já franzi muito a testa até aprender a relaxar e parar de negar coisas óbvias como: Papai Noel não existe, nem o Coelinho da Páscoa, meu pai não é meu herói, nem minha mãe é uma santa, minha irmã não é mais virgem, meu irmãozinho não é tão 'zinho', meus conhecidos não são meus amigos, e meus amigos são mais que simples amigos. É ruim aceitar de verdade que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sequer a mais bem intencionada... Sou uma mistura de reticências e etcétera. Quem sabe, um angiograma ou um angiosperma. Para alguns, uma úlcera.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

DA LIBERDADE

Soltos os nós que te prendiam ao chão
Posso voar saltar correr com paixão

Rir ou chorar
Andar sem cueca
Nadar como perereca

Banhar-se na água do riacho
Sem perder das uvas um cacho

De bananas as pencas
Das molecadas as rencas

Intensamente irrigar o chão semente

Dar corda e acordar
No relógio badalar

Sem diferenças não há mais
Nem menina nem rapaz
Entre céu e terra todos iguais

Poder vagar errar sem direção
Passos leves às vezes fortes demais
Guiados pela total falta de razão

De cada canto um acalando
Berço mar revolto
Hoje sou um bicho solto

E fazer o pranto secar
Com cristalinas gotas de ar

Fortaleza, julho de 2010.

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