El Reloj Sin Agujas

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Levei muita rasteira de mim mesmo e dos outros até começar a entender como as coisas funcionam, mais ou menos, dentro da nossa cabeça... Daí, percebi também que as pessoas não são tão diferentes umas das outras. Foi à custa de muitos tapas na cara que sei o quase-nada que sei hoje sobre mim mesmo. (...) Já franzi muito a testa até aprender a relaxar e parar de negar coisas óbvias como: Papai Noel não existe, nem o Coelinho da Páscoa, meu pai não é meu herói, nem minha mãe é uma santa, minha irmã não é mais virgem, meu irmãozinho não é tão 'zinho', meus conhecidos não são meus amigos, e meus amigos são mais que simples amigos. É ruim aceitar de verdade que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sequer a mais bem intencionada... Sou uma mistura de reticências e etcétera. Quem sabe, um angiograma ou um angiosperma. Para alguns, uma úlcera.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

TAPA

Tapa na bunda
Tapa de tara
Tapa dispara
Cinco dedos na cara
Pra açoitar
Tapa pra calar
Pra fazer falar
Pra abrir ou pra tapar
Se estapear
Dar uma tapa tapinha tapão
Com a mão ou com outro membro
Sei não

Fortaleza, junho de 2010.

Um comentário:

  1. Clifton, te achei aqui, no quando pássaros
    gosto da sua linguagem, essa linguagem que
    adentra este quase bucolico espaço...
    Bem vindo, um grande abraço,
    Monica

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