El Reloj Sin Agujas

Minha foto
Levei muita rasteira de mim mesmo e dos outros até começar a entender como as coisas funcionam, mais ou menos, dentro da nossa cabeça... Daí, percebi também que as pessoas não são tão diferentes umas das outras. Foi à custa de muitos tapas na cara que sei o quase-nada que sei hoje sobre mim mesmo. (...) Já franzi muito a testa até aprender a relaxar e parar de negar coisas óbvias como: Papai Noel não existe, nem o Coelinho da Páscoa, meu pai não é meu herói, nem minha mãe é uma santa, minha irmã não é mais virgem, meu irmãozinho não é tão 'zinho', meus conhecidos não são meus amigos, e meus amigos são mais que simples amigos. É ruim aceitar de verdade que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sequer a mais bem intencionada... Sou uma mistura de reticências e etcétera. Quem sabe, um angiograma ou um angiosperma. Para alguns, uma úlcera.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

MAR DE CAL

O sorriso escondido atrás da montanha
O milagre a espera jogo de perde-ganha
Fixa a estaca no solo onde o rio pardo
Calcifica o sólido árduo
De um encantado crescer por não perecer
Sem voar das asas as linhas
Dos frutos colhidos
Na fonte onde fui perder as minhas
Inocente esquecido do solo banido
Em um mar de cal da água só o sal

Fortaleza, 2010.

Nenhum comentário:

Postar um comentário