El Reloj Sin Agujas

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Levei muita rasteira de mim mesmo e dos outros até começar a entender como as coisas funcionam, mais ou menos, dentro da nossa cabeça... Daí, percebi também que as pessoas não são tão diferentes umas das outras. Foi à custa de muitos tapas na cara que sei o quase-nada que sei hoje sobre mim mesmo. (...) Já franzi muito a testa até aprender a relaxar e parar de negar coisas óbvias como: Papai Noel não existe, nem o Coelinho da Páscoa, meu pai não é meu herói, nem minha mãe é uma santa, minha irmã não é mais virgem, meu irmãozinho não é tão 'zinho', meus conhecidos não são meus amigos, e meus amigos são mais que simples amigos. É ruim aceitar de verdade que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sequer a mais bem intencionada... Sou uma mistura de reticências e etcétera. Quem sabe, um angiograma ou um angiosperma. Para alguns, uma úlcera.

domingo, 9 de maio de 2010

E"Z"ERCÍCIO

Fazer poesia é escrever isso?
Queimar os neurônios até não agüentar mais?
Não quero escrever poesia
Quero acordar em ensolarado dia
De um frio que não me cause agonia
Dizer que estou feliz mesmo querendo
Que com o frio que está fazendo
O dia tivesse mais sol e mais alegria
Quero ser humano e cantar a mesma melodia
Reclamando que essa canção um dia
Possa tornar-se vigorosa poesia
Que nem meu queimado neurônio
Nem que já tivesse dado seu último suspiro dissesse
Esse poema
No auge da minha agonia
Seria o que logo logo eu saberia
Que somente em um certo dia
Cercado de sol ou ventania
Reclamações e agonia
É
O que eu chamo e para sempre chamaria
Vida

Fortaleza, 2010.

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