El Reloj Sin Agujas

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Levei muita rasteira de mim mesmo e dos outros até começar a entender como as coisas funcionam, mais ou menos, dentro da nossa cabeça... Daí, percebi também que as pessoas não são tão diferentes umas das outras. Foi à custa de muitos tapas na cara que sei o quase-nada que sei hoje sobre mim mesmo. (...) Já franzi muito a testa até aprender a relaxar e parar de negar coisas óbvias como: Papai Noel não existe, nem o Coelinho da Páscoa, meu pai não é meu herói, nem minha mãe é uma santa, minha irmã não é mais virgem, meu irmãozinho não é tão 'zinho', meus conhecidos não são meus amigos, e meus amigos são mais que simples amigos. É ruim aceitar de verdade que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sequer a mais bem intencionada... Sou uma mistura de reticências e etcétera. Quem sabe, um angiograma ou um angiosperma. Para alguns, uma úlcera.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

SAMBA DE TERÇA (-FEIRA DE CARNAVAL)

Mulato de raça de roça e de praça
Passa sem graça uma lábia a encantar
Cantar um poema de morro ou de mar
Samba sincopado cadência de malandro
Mulato assanhado de sorriso brando
Falar encorpado molejo sem par
Cada qual com seu sambar

Fortaleza, 2010.

2 comentários:

  1. Esse nosso mundo louco e uma vez mais vamos estabelecendo contatos por caminhos nada convencionais...assim como a vida...nada convencional

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  2. Dizer somente obrigada para o que está acontecendo comigo é muito pouco, de repente neste mundo tão
    louco onde poucos reparam nos outros, encontro você seguindo meus passos que são tão fracos perante você. Amo você! Ainda é cedo? Não acho!
    Suas atitudes é o que o faz ser amado, odiado ou ignorado...Sou tão pequena na literatura, mas tenho uma vontade enorme de aprender.
    Um cheiro em você.

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