El Reloj Sin Agujas

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Levei muita rasteira de mim mesmo e dos outros até começar a entender como as coisas funcionam, mais ou menos, dentro da nossa cabeça... Daí, percebi também que as pessoas não são tão diferentes umas das outras. Foi à custa de muitos tapas na cara que sei o quase-nada que sei hoje sobre mim mesmo. (...) Já franzi muito a testa até aprender a relaxar e parar de negar coisas óbvias como: Papai Noel não existe, nem o Coelinho da Páscoa, meu pai não é meu herói, nem minha mãe é uma santa, minha irmã não é mais virgem, meu irmãozinho não é tão 'zinho', meus conhecidos não são meus amigos, e meus amigos são mais que simples amigos. É ruim aceitar de verdade que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sequer a mais bem intencionada... Sou uma mistura de reticências e etcétera. Quem sabe, um angiograma ou um angiosperma. Para alguns, uma úlcera.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

SALTO NO INFINITO

A mesma coisa dita de forma diferente
A mesma imagem vista de forma diferente
A mesma forma de coisa vista diferente

Impressões espaciais locais perdidas e banais
De um sonho ou ilusão que ascende e não se apaga
Numa esquina ou nos sinais

Pobre esperança bandida
Que te espanca e te lapida

Pobre desejo esquecido
Amor não percebido
Vontade esquecida
De te ver e de ter
Só por um segundo a sensação
De um salto no infinito
E te fazer adormecer


Fortaleza, 2010.

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