El Reloj Sin Agujas

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Levei muita rasteira de mim mesmo e dos outros até começar a entender como as coisas funcionam, mais ou menos, dentro da nossa cabeça... Daí, percebi também que as pessoas não são tão diferentes umas das outras. Foi à custa de muitos tapas na cara que sei o quase-nada que sei hoje sobre mim mesmo. (...) Já franzi muito a testa até aprender a relaxar e parar de negar coisas óbvias como: Papai Noel não existe, nem o Coelinho da Páscoa, meu pai não é meu herói, nem minha mãe é uma santa, minha irmã não é mais virgem, meu irmãozinho não é tão 'zinho', meus conhecidos não são meus amigos, e meus amigos são mais que simples amigos. É ruim aceitar de verdade que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sequer a mais bem intencionada... Sou uma mistura de reticências e etcétera. Quem sabe, um angiograma ou um angiosperma. Para alguns, uma úlcera.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

PARA OS DIAS DE SOL

Flutuar no tempo no vento
Pelo ar sobre o mar
O mar morto cujas vivas águas
Salgadas não nos deixam afundar

Soprar respirar flutuar
O ritmo das mãos a dançar
Fred Astairizar deslizar
Desafiar o peso do ar

Flutuar flutuar flutuar
Pêndulo que foge do relógio
E sai louco descompassado a badalar
Sem mais precisar das horas para soar

Sair de si e de mim
Deixar meu corpo e voar
Voar pra lá de pra lá
Onde não haja mais os sentidos
Onde tudo que há seja flutuar

Fortaleza, 2010.

Um comentário:

  1. Por vezes tenho que me conter para comentar de vez enquando, mas felicito-me de fato por ver alguns amigos iguais (mas diferente) de mim...

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