El Reloj Sin Agujas

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Levei muita rasteira de mim mesmo e dos outros até começar a entender como as coisas funcionam, mais ou menos, dentro da nossa cabeça... Daí, percebi também que as pessoas não são tão diferentes umas das outras. Foi à custa de muitos tapas na cara que sei o quase-nada que sei hoje sobre mim mesmo. (...) Já franzi muito a testa até aprender a relaxar e parar de negar coisas óbvias como: Papai Noel não existe, nem o Coelinho da Páscoa, meu pai não é meu herói, nem minha mãe é uma santa, minha irmã não é mais virgem, meu irmãozinho não é tão 'zinho', meus conhecidos não são meus amigos, e meus amigos são mais que simples amigos. É ruim aceitar de verdade que eu não sou a melhor pessoa do mundo, nem sequer a mais bem intencionada... Sou uma mistura de reticências e etcétera. Quem sabe, um angiograma ou um angiosperma. Para alguns, uma úlcera.

terça-feira, 6 de abril de 2010

PARA OS DIAS DE CHUVA

Medo de chuva? Não, gosto da chuva mesmo quando não há guarda-chuvas por perto. Molhar-se um pouco até que é bom, de vez em quando.
Medo de chuva? Não, quero está bem perto quando ela passar.


Fortaleza, 2010.

Um comentário:

  1. Tens razão em não ter medo da chuva
    O bom nela ficar e um banho tomar
    com roupas ou sem roupas, coladas no
    no corpo perfeito ou torto por traz da
    transperência suas formas mostrar.
    Correr pelas aguas caindo no chão, os
    braços abertos num abraço rodopiar e na
    brincadeira caírem no chão e molhados
    ficarem até confundirem de qual molhados
    estão se de pingos de chuva ou de prazer

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